Publicado por: sandroquadros | julho 2, 2009

Receita de peixe ao molho de minhoca, será que é bom?

Sinceramente eu não sei, mas sei que para cada peixe existe uma isca, e uma ferramenta específica que facilita a pescaria.

Em um ambiente extremamente selvagem e competitivo pela atenção e audiência de um público segmentado ou não, onde a isca representa o motivo que leva a ação, o peixe representa o consumidor alvo e as ferramentas representam as diversas formas de ofertar a isca ao peixe, uma boa comunicação associada a facilidade de interação com o consumidor, através de uma política de duas vias e de “encontrabilidade” torna-se indispensável para obtenção de resultados positivos.

Não podemos pescar “lambari de bomba” nem “tubarão de tarrafa”, e o que acontece de forma natural é a tendência do experimentalismo demasiado, o que é normal, pois estamos ávidos pelo novo ou pelos resultados dos outros. twitter, orkut, blogger, e-mail, sms, youtube, e demais redes sociais etc… sempre uma novidade, sempre algo relevante, sempre inovação, “o melhor para nossos clientes, o melhor para tal campanha” e nada de aprofundamentos, apenas conhecimento superficial na maioria das vezes, e isso gera frustração pela falta de resultados.

É fundamental a responsabilidade de nós, profissionais, em nos atermos ao que realmente tem relevância na utilização das “novidades”: Os resultados.

O que realmente importa não é a tecnologia em si, mas o alcance dos objetivos estipulados e os números obtidos. A produção de inúmeras, peças, campanhas, ações, e a falta de conhecimento das métricas reais, que já existem e que realmente poucos dominam, acaba por renovar o ciclo vicioso da falta de propósito no uso do ambiente web.

Ai vem a questão: Porque agências criam campanhas fantásticas de relevância real para clientes e mercado, cobrando milhares de reais enquanto outras se contentem em fazer uma espécie de clone tipo “mundo bizaro” do real, se sujeitando a leilões de valores, e prostituindo o mercado? Simples: falta de conhecimento e a incapacidade de garantir que os números podem ser utilizados de forma benéfica, desde que saiba-se o que está sendo feito, em suma: Isca, peixe e ferramentas.

Existem exemplos fantásticos de cases na web que reafirmam tudo que estou falando. Mas para construir um bom case, primeiro você tem que conhecer seu cliente e o que ele tem a oferecer de relevante ao mercado. Conhecer o mercado, os clientes de seu cliente, quais seus interesses, por onde eles circulam, quais seus hábitos e só assim você poderá escolher a melhor isca e as melhores, sim, melhores ferramentas para alcançar os mesmos.

Quando somos contratados como profissionais que somos, devemos sim estudar caso a caso todos os aspectos envolvidos no processo, visto que o ambiente web é muito dinâmico, e o que é hoje, já não é em 3 minutos. Para quase tudo que pensamos existe algo publicado, com informações reais de como podemos tangibilizar os resultados do planejamento em números reais. Além disso, os fornecedores das ferramentas geralmente nos dizem através de fóruns, dicas no site e materiais diversos, qual a melhor maneira de encontrar os clientes e ser encontrado utilizando suas ferramentas.

Soluções superficiais geram resultados superficiais, e assim por diante.
Boa semana e sucesso!


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